Adição de algas na alimentação bovina poderia reduzir emissão de metano em 70%

Se acrescentarmos 2% de algas secas à alimentação de ovinos e bovinos, poderíamos reduzir as emissões de metano em mais de 70%, cientistas descobrem.

Como o gado é responsável por 44% de todo o metano – um gás com 36 vezes mais potencial de aquecimento global que o CO2 – emitido pelo homem, seria possível cortar uma enorme fatia das 3,1 gigatoneladas que estes animais liberam anualmente na atmosfera.

Em perspectiva, esse valor é um pouco menor do que a quantidade de CO2 que a União Europeia libera no mesmo período. Adicionando algas na alimentação do gado, estaríamos eliminando 2,17 gigatoneladas todos os anos. Isso é quase a quantidade de CO2 que a Índia emite no mesmo período.

Cerca de 90% das emissões de metano causada pelo gado parte dos seus arrotos. Porém, como podemos fazer estes animais arrotar menos metano?

Pesquisadores têm analisado o potencial das algas para a redução das emissões do gado. No final de 2015, uma equipe australiana descobriu um tipo particular de algas, da espécie Asparagopsis taxiformis, que reduz a produção de metano em mais de 99% em laboratório.

“Temos resultados com ovelhas: sabemos que se Asparagopsis corresponde a 2% da sua dieta, elas produzem entre 50% e 70% menos metano”, afirmou o pesquisador Rocky de Nys.

A razão pela qual este tipo particular de algas é tão eficaz é porque ele produz um composto chamado bromofórmio (CHBr3), que bloqueia a produção de metano por fazer com que ele reaja com a vitamina B12.

O pesquisador Michael Battaglia revela que uma fazenda de 6000 hectares seria o suficiente para cobrir o gato de toda a Austrália, embora não seja algo fácil de encontrar.

[Science Alert]

20 anos, estudante de Engenharia de energia (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), desde sempre interessado por ciência, filosofia e literatura. Colaborador da CG desde 2013.

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