Aqui está o que você precisa saber sobre o novo acordo climático de Paris

Não via a hora de trazer a vocês, o resultado da COP21! Pra quem não sabe, a COP, é a conferência do clima que tem como objetivos traçar metas para melhorar o aquecimento global. A desse ano, aconteceu em Paris. Nos últimos dois meses, os líderes e delegados de 195 nações do mundo, foram foco dos olhares de vários países do mundo, enquanto realizavam a formulação de um novo acordo global sobre a redução das temperaturas climáticas.

A versão final do acordo foi divulgada ao público no fim de semana, e descreve as várias medidas que precisam ser tomadas para limitar o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2 ° C, com 1,5 ° C sendo esse, o ponto de referência ideal. Esse acordo ganhou o apelido de “A única ação coletiva mais importante para combater as mudanças climáticas já acordado.”

Em primeiro lugar, o acordo reconheceu dois fatos fundamentais:

  • “Que a mudança climática representa uma ameaça potencialmente irreversível para as sociedades humanas e para o planeta e, sendo assim, requer a mais ampla cooperação possível de todos os países.”
  • “É indispensável a drástica redução nas emissões de gases, a fim de alcançar o objetivo final da Convenção. A necessidade de urgência no combate às alterações climáticas é gritante.”

A coisa mais importante para a comunidade global agora, é manter as temperaturas abaixo dessa marca de 2 graus. Os delegados da conferência concordaram com esse número, para afastar o efeito mais grave do aquecimento global. Como Justin Gillis relatou para o New York Times: “enquanto não sabermos a temperatura exata em que as camadas de gelo da Groenlândia e todo o oeste da Antártida serão derretidas, ficar abaixo de 2 ° C, a fim de evitar essa catástrofe, é uma boa aposta. E se atingirmos a marca de 1,5 ° C é uma aposta ainda melhor”.

Para atender a este objetivo, precisamos parar de queimar combustíveis fósseis e limitar o CO2 que é lançado a atmosfera. As nações mais ricas na conferência, concordaram em levantar fundos suficientes que, em 2020, chegarão a US$ 100 bilhões/ano e estarão disponíveis para ajudar as nações em desenvolvimento  a alcançar este objetivo.

Como notou-se, nações desenvolvidas têm feito uso de combustíveis fósseis para se erguerem e expandir, e agora podem se dar ao luxo de investir em fontes de energia renováveis, enquanto as nações em desenvolvimento nunca tive essa chance.

Para garantir o progresso e fazer cumprir as metas estabelecidas para cada país, os delegados são legalmente obrigados a reunir-se novamente em 2023 e depois a cada 5 anos seguintes, com novas metas de redução das emissões e avaliar o resultado de todas as ações em um comitê.

O The New York Times publicou: “Assim, os países individuais dos planos são voluntários, mas as exigências legais que eles monitoram publicamente, irão apontar o que estão fazendo, bem como colocar publicamente os planos em questão atualizados, são projetados para criar um ‘sistema de nome e vergonha’ da pressão dos pares globais, na esperança de que os países não queiram ser vistos como retardatários internacionais no que diz respeito a esse assunto”.

Enquanto o presidente Obama chamou o acordo “a melhor chance de salvar a um planeta que temos”, os críticos têm apontado que, nesta fase, os compromissos previstos no acordo simplesmente não são suficientes.

“Por exemplo”, diz Sarah Perkins da Climate Change Research Centre da Austrália, “compromissos atuais sobre reduções de gases com efeito estufa, só irão limitar o aquecimento a 2,7 a 3 ° C por volta de 2100″. Ela acrescenta que para alcançar uma meta abaixo de 2 ° C, “são necessárias reduções drásticas e rápidas em fontes de energia fósseis, bem como a remoção de carbono atmosférico”, mas o problema aqui é que tudo vai ser definido para um período de cinco anos segundo o cronograma. E isso não é exatamente o ritmo que precisamos manter para atingir uma mudança significativa.

Teremos que esperar para ver o que virá deste acordo histórico. Espero que os críticos estejam errados. SA

Fundador e dono de todos os projetos da Climatologia Geográfica e Novo Cientista e redator/social media nos dois sites. Adoro viajar pelo mundo e desfrutar da natureza. Adicionem o perfil pessoal: https://www.facebook.com/IsaiasMarquesJunior

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