Computadores podem saber quando o usuário está entediado

Publicado na Scientific American – O tédio é exteriorizado através de bocejos e olhares vidrados. Outras pistas corporais mais sutis, chamadas de movimentos não-instrumentais – como coçar, mudar com frequência a postura das pernas ou estalar os dedos -, também revelam o estado mental de uma pessoa. As máquinas também podem captar sinais que designem a semelhança de professores e com pessoas habituadas a falar em público. Um novo estudo revelou que quem usa um computador move-se menos quando se está prestando atenção na tela e há algoritmos capazes de aproveitar essa informação para deduzir o tempo real se o usuário está se distraindo.

Para medir a sua atenção, Harry Witchel, psicobiólogo da Escola de Medicina de Brighton e os seus colaboradores equiparam 27 participantes com indicadores de movimentos que um sistema informático é capaz de seguir. Os sujeitos leram em uma tela fragmentos de uma novela El curioso incidente del perro a medianoche, de Mark Haddon, bem como extratos das normas da Autoridade Bancária Europeia. A partir do movimento da cabeça, tronco e pernas, o computador conseguiu captar o momento de distração.

O sistema, descrito em Frontiers in Psychology, possui um volume crescente de dados sobre a chamada “tecnologia perceptiva”, explica Nadia Berthzouse, informática do Colégio Universitário de Londres. Uma vez aperfeiçoada a técnica, Witchel crê que os educadores poderão colocar em uso para reconhecer o momento em que os estudantes diminuem a sua atenção e a propor estratégias que permitem recuperá-los. Ademais, o método ajudará a construir robôs emocionalmente mais afins de humanos.

Graduando em Ciências Biológicas (2015) e em Filosofia (2014) pela Universidade de Franca (UNIFRAN); estágio de iniciação científica em Microbiologia com enfoque em Astrobiologia (2016) pelo Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP); estudante das disciplinas de Filosofia da Física (2016) e Filosofia da Mecânica Quântica de pós-graduação (2016) pela Universidade de São Paulo (USP); experiência na área de Divulgação Científica com enfoque em Ciências Planetárias (Astronomia e Astrobiologia) e em Ciências Cognitivas (Neurociência e Psicologia); fundador da Organização Universo Racionalista (UR); colaborador do Instituto Ética, Racionalidade e Futuro da Humanidade (IERFH); membro-estudante da Rede Brasileira de Astrobiologia (RBA). Tem interesse nas áreas de Astronomia, Astrobiologia, Biologia Evolutiva, Física, Filosofia da Ciência, História da Ciência, Microbiologia, Neurociência, Psicobiologia e Sociologia da Ciência. Abaixo, segue o link do meu Facebook: http://www.facebook.com/DouglasRodrigues42

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