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Entenda para que servem os winglets, presentes na maioria dos aviões modernos

Alguma vez você já se perguntou o que são aquelas pontas na extremidade das asas de um avião? Aquilo são ‘winglets’, equipamentos que hoje em dia são considerados padrões, quase obrigatórios, para qualquer novo avião.

Por que eles são necessários?

De acordo com o chefe de aerodinâmica da Boeing, Robert Gregg, os winglets ajudam, de forma resumida, ajuda a reduzir o arrasto proporcionado pela elevação da aeronave. Essa é a resposta técnica.

De forma prática, Gregg explica que os winglets permitem que as asas sejam mais eficientes na hora de ganhar altitude – fazendo com que a aeronave gaste menos energia dos motores. Isso, em outras palavras, gera economia de combustível, além de menores emissões de CO2 e economia para as companhias aéreas.

De acordo com a Boeing, os winglets instalados nos aviões 757 e 767 podem reduzir o consumo de combustível em 5%, e cortar as emissões de CO2 também em 5%. Estima-se, com isso, que a empresa economize 500 mil galões de gasolina anualmente.

Os winglets ajudam a reduzir os efeitos do “arrasto induzido”. Quando uma aeronave está voando, a pressão de ar na parte superior da asa é menor do que a pressão de ar na parte inferior. Perto das extremidades da asa, o ar de alta pressão corre para as áreas de baixa pressão, criando vórtices – que, por sua vez, fluem de forma tridimensional sobre as asas. Eles não só puxam o ar para cima e para baixo das asas, mas também puxam o ar para trás. Esse terceiro fenômeno é chamado de arrasto induzido.

Com o advento dos winglets, a aeronave é capaz de enfraquecer a força dos vórtices nas extremidades das asas, e, mais importante, reduzir o arrasto induzido.

Asas mais longas podem diminuir o arrasto induzido

Na verdade, a regra geral é: quanto maior a envergadura das asas, menor o arrasto induzido, explica Gregg.

Mas, em muitos casos, os fabricantes de avião simplesmente não têm a opção fabricar asas maiores. Por exemplo, os Boeing 737 e 757 operam a partir de portões nos aeroportos concebidos para voos domésticos de curto e médio prazo. Uma vez que estes voos geralmente exigem aeronaves menores, os aviões possuem espaços reduzidos. Como resultado, a envergadura é limitada pelo tamanho do portão.

Então, em vez de adicionar envergadura fabricando asas mais longas, a Boeing faz isso através dos winglets.

Em alguns casos, no entanto, os winglets não são necessários, já que não existem limitações de espaço. Por exemplo, os aviões 777 da Boeing não possuem winglets. De acordo com Gregg, isso porque o 777 opera a partir de terminais internacionais destinados a aeronaves maiores. Como resultado, a Boeing descobriu que o desempenho adequado já era alcançado sem a necessidade de extensões verticais.

Desde que foram desenvolvidos, por Richard Whitcomb, no Centro de Pesquisa Langley, da NASA, em 1976, os fabricantes de aeronaves vêm trabalhando no sentido de melhorar o design e a eficácia dos winglets.

De acordo com Gregg, a primeira geração de winglets, instalados em aviões como o Boeing 747-400 e o McDonnell Douglas MD11, ofereciam de 2,5% a 3% de economia na queima de combustíveis. Já a segunda geração dos equipamentos, utilizados nos Boeing’s 737, 757 e 767, são bem maiores que os da primeira geração, com maior curvatura. Esses equipamentos já podem oferecer de 4% a 6% de economia na queima de combustível.

Agora, o novo 737 Max recebeu uma terceira geração dos winglets, que oferecem até 8% de economia.

Originalmente por Benjamin Zhang e Dragan Radovanovic | Business Insider

Fundador e dono de todos os projetos da Climatologia Geográfica e Novo Cientista e redator/social media nos dois sites. Adoro viajar pelo mundo e desfrutar da natureza. Adicionem o perfil pessoal: https://www.facebook.com/IsaiasMarquesJunior

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