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Os 11 sons mais estranhos já registrados na Terra e no universo

11 – Bloop

The Bloop

NOAA

Pelo menos há 70 anos, os oceanos têm sido intensamente monitorados, em busca de sinais sonoros que possam indicar algum tipo de ameaça ou algo interessante a ser analisado.

Um dos mais famosos estrondosos sons foi chamado de ‘Bloop’,e foi gravado pela Administração Nacional de Oceano e Atmosfera (NOAA) em 1997. O Bloop foi detecado com microfones distantes em mais de 5 mil quilômetros, e ainda assim foi mais alto que o som praticamente todos os animais conhecidos.

O local do evento foi o oceano próximo ao Círculo Antártico, e a NOAA hoje em dia acredita que ele tenha sido provocado pela queda de icebergs no oceano.

10 – Canto aquático

Aquatic choirs

Vlad61 | Shutterstock.com

Cientistas na Austrália dizem que várias espécies de peixes se reunem em um canto coletivo durante o amanhecer e anoitecer, de forma bem semelhante aos pássaros.

Os pesquisadores, da Universidade Curtin, em Perth, gravaram sons produzidos por peixes na costa de Port Headland, no oeste da Austrália, durante 18 meses. Eles gravaram áudios de sete espécies distintas.

A maioria dos sons gravados pelos cientistas mostram apenas os peixes repetindo os mesmo sons várias e várias vezes. No entanto, quando dois ou mais pexes da mesma espécie conseguem se ovuir, eles começam a entrelaçar suas vozes com certa sincronia. Isso, de acordo com os cientistas, ajuda os animais a reproduzir, se alimentar e disputar territórios.

9 – A baleia solitária

The Loneliest Whale

Credit: NOAA

A baleia mais solitária do mundo foi descoberta em 1989, por uma rede militar que monitorava os oceanos em busca de submarinos nucleares. Ela foi identificada como uma baleia azul por conta dos padrões de seus chamados, mas ela parece ter uma voz peculiar, com notas chegando a 52 hertz – normalmente, baleias desse tipo alcançam de 10 a 40 hertz. Esse pode ser o motivo pelo qual a baleia é tão solitária, já que não consegue se comunicar com outras baleias.

É possível que ela seja uma baleia híbrida – resultado do cruzamento entre baleias de espécies distintas – o que pode causar diferenças físicas no animal.

Os pesquisadores, em estudos recentes, conseguiram encontrar outras várias baleias no mundo que possuem chamados idiossincráticos – isso é, só fazem sentido para elas. Outras pesquisas indicam também que certos grupos de baleias possuem ‘dialetos’ próprios.

8 – Sons profundos

Em março de 2016, o NOAA divulgou gravações de gemidos, murmúrios e alguns gritos vindos do ponto mais profundo da Terra, no Oceano Pacífico. Os sons foram gravados durante mais de três semanas com um mirofone protegido por titânio – de outra forma, seria esmagado pela pressão da água.

O microfone operou por 23 dias no ponto mais profundo do oceano, e capturou o som diversas espécies de baleias, navios que passavam pelo local e até mesmo os tremores de alguns abalos sísmicos.

7 – O Hum

The Hum

Josemaria Toscano | Shutterstock.com

O ‘Hum’ para muitos é uma lenda, mas para outros, é bem real. Trata-se de um ruído contínuo, comparável aos ruídos proporcionados por aparelhos elétricos. O ruído já foi relatado em muitos países, mas principalmente no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Para alguns especialistas, as pessoas devem ouvir o som porque estão focadas demais em ruídos normais do cotidiano, que normalmente passam despercebidos.

6 – O som da Terra

Earthsong

As ondas do mar se chocando contras pedras ao redor do globo causam uma vibração contínua na Terra, em frequências bem abaixo da nossa percepção. Isso é o que mostra um estudo publicado em 2015.

Essa vibração não pode ser ouvida, mas pode ser medida com a utilização de sismógrafos precisos.

5 – Ponte Arco-Íris

Rock guitar

Jeff Moore

Um icônico arco estreito de rocha no sul de Utah, a Ponte Arco-Íris, de 90 metros de altura, parece vibrar como uma guitarra quando estimulada por outros sons e vibrações geológicas no ambiente local, como ondas em um lago próximo ou terremotos distantes, de acordo com um estudo publicado em setembro de 2016 na revista Geophysical Research Letters.

Ao fazer medições precisas das vibrações do arco de arenito maciço e usá-las para criar modelos computacionais da estrutura, os pesquisadores conseguiram identificar algumas das fontes de vibrações locais que causam uma forte resposta ressonante no arco.

Os cientistas esperam aprender mais sobre a estabilidade da Ponte Arco-íris, e como ela responde às tensões vibracionais em seu ambiente.

4 – O som das auroras

Aurora sounds

NASA

A Aurora Boreal é um fenômeno muito famoso e procurado por turistas nos países nórdicos. Mutos afirmam que a aurora é capaz de produzir sons, com diversos observadores e viajantes afirmando já terem conseguido gravar os ruídos. Durante muito tempo o sons não foram explicados pela ciência, e os estudiosos simplesmente não entendiam como um evento que ocorre fora da atmosfera, centenas de quilômetros acima da superfície terrestre, seria capaz de provocar sons audíveis aqui embaixo.

O finlandês Unto Laine, estudioso da música e dos sons, conseguiu fazer a primeira gravação, de fato, do som das auroras, e ele acredita ter encontrado uma explicação científica.

Usando um arranjo de microfones, triangulando a localização dos sons, Laine identificou a origem dos ruídos – trata-se de um nível relativamente baixo da atmosfera, a cerca de 70 metros acima do solo. Para Laine, os sons são causados por regiões atmosféricas com carga elétrica acumulada, que podem se formar em noites muito calmas e claras. Quando essas camadas são perturbadas por tempestades magnéticas, elas descarregam uma pequena faísca na atmosfera, causando um som fraco, mas constante – que pode ser ouvido na superfície quando as condições são adequadas.

3 – Música lunar

Wikipedia

Os astronautas do módulo de comando do Apollo 10 relataram ter ouvido uma “música estranha” quando sobrevoavam a Lua em 1969, de acordo com a NASA.

Transcrições das fitas de gravação foram liberadas pela NASA em 2008, mostrando os astronautas conversando sobre a tal ‘música’ que estavam ouvindo dentro da aeronave. O som parou depois de cerca de uma hora, e os astrounautas começaram a debater se deveriam ou não contar para os controladores da NASA sobre a experiência.

No momento, eles estavam sem contato com a Tera, porque o módulo de comando estava muito longe, no lado ‘escuro’ da Lua, que permanentemente fica de costas para a Terra.

Em fevereiro de 2016, a NASA tornou público os áudios, em um documentário sobre a missão Apollo 10 – uma espécie de teste realiado antes da missão Apollo 11.

Cientistas acreditam que a ‘música’ era causada por interferências no sinal de rádio da espaçonave.

2 – Júpiter

Antes da sonda Juno chegar em Júpiter em julho deste ano, ela precisou através o poderoso campo magnético do planeta, em uma velocidade de aproximadamente 241 mil km/h. Mesmo nessa velocidade enorme, esse cruzamento levou duas horas.

Como resultado, a sonda gravou esse som impressionante:

1 – Buraco negro em Si bemol

 

Astrônomos não apenas perceberam que os buracos negros podem cantar, eles encontraram um ‘cantando’ em um tom semelhante ao Si bemol, por mais de 2 bilhões de anos.

Em um buraco negro supermassivo ativo no conjunto de galáxias Perseus, localizado a cerca de 250 milhões de anos-luz de distância da Terra, os cientistas detectaram “notas” causadas por ondas de pressão de potentes erupções eletromagnéticas em torno do buraco negro central do aglomerado.

Astrônomos da Universidade de Cambridge na Inglaterra foram capazes de medir a frequência das ondas do buraco negro à medida que se espalhavam através do gás quente e fino entre as galáxias do cluster.

Em 2003, os cientistas relataram que os sons estão muito próximos de uma nota de Si bemol.

Os pesquisadores disseram que seu estudo sugere que o buraco negro vem tocando “a nota mais baixa do universo” por cerca de 2 bilhões de anos: “a sinfonia mais longa que conhecemos”.

Fonte: LiveScience

 

Fundador e dono de todos os projetos da Climatologia Geográfica e Novo Cientista e redator/social media nos dois sites. Adoro viajar pelo mundo e desfrutar da natureza. Adicionem o perfil pessoal: https://www.facebook.com/IsaiasMarquesJunior

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