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Paraíso perdido: já destruímos a maior parte da vida selvagem do mundo

Atualmente as áreas de natureza selvagem cobrem menos de 1/4 de extensão na Terra; destruímos a maior parte da vida selvagem do mundo.

Essas áreas são definidas como paisagens ecologicamente intactas, em sua maioria isoladas da intervenção humana. Esses ecossistemas complexos proporcionam paraísos vitais para espécies ameaçadas de extinção; atuam como filtro de carbono; podem abrigar povos indígenas.

James Watson, da Universidade de Queensland, na Austrália, e seus colegas, recentemente avaliaram o estado da natureza selvagem da terra usando um “índice de pegada humana”. Tal índice observa aspectos como estradas, construções, exploração ambiental e densidade populacional.

A equipe descobriu que a vida selvagem do mundo diminuiu de 33% para 23%  desde o início da década de 1990. Cerca de 3,3 milhões de quilômetros quadrados de área selvagem, o dobro do tamanho do Alasca, já foram perdidos.

Uma das razões é que a preocupação internacional na conservação do meio ambiente, está concentrada em tentar proteger e renovar locais já degradados. Eles supõem que áreas de natureza selvagens são seguras.

“Nossa análise mostra que áreas selvagem estão sumindo de forma dramática, por isso precisamos de uma abordagem em duas vertentes.”

A Amazônia foi o local mais atingido, tendo 30% de sua natureza selvagem desaparecido nas últimas duas décadas. Com esse ritmo de degradação, a Amazônia, e outras regiões semelhantes, pode desaparecer por completo até o final do século, diz Watson.

“E uma vez que você acaba com um local de vida selvagem, você não pode tê-lo de volta.”

Para evitar isso, a convenção das Nações Unidas deve ser alterada. As medidas de proteção ambiental poderão abranger regiões selvagens; haverá criação regras de bloqueio da expansão de estradas; agricultura, da mineração e silvicultura comercial para essas áreas quando definirem as metas de 2030.

Ao mesmo tempo, a atenção ainda precisa ser dirigida para a proteção da biodiversidade em ambientes não relacionados à natureza selvagem.

“Nós definitivamente temos a necessidade de conservar áreas silvestres, mas também precisamos nos concentrar em recuperar áreas degradadas. Elas são agora grande parte do mundo. Os seres humanos estão praticamente em todos os lugares, afetando praticamente tudo”, diz Watson.

[NS]

Natural de Marabá no Pará, sou formanda em Letras Inglês e tenho 25 anos. Amante de literatura em geral, curiosa por natureza, sou louca por chocolate e sorvete de maracujá. Tive meu primeiro livro publicado, Caleidoscópio, em 2015.

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