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Quais são os 9 vírus mais mortais do mundo?

Os seres humanos têm lutado contra vírus desde antes da nossa espécie evoluir para a sua forma moderna. Vacinas e medicamentos antivirais permitiram que impedíssemos a propagação de diversas doenças virais e infecções, além de ajudar pessoas doentes a se recuperar. Conseguimos erradicar a varíola e estamos avançando para fazer o mesmo com outras doenças.

Mas como o surto recente de ebola na África nos mostra, estamos muito longe de vencer a luta contra os vírus.

A cepa de ebola presente no Zaire, por exemplo, mata mais de 90% das pessoas infectadas. “Não poderia ser pior”, disse Elke Muhlberger, especialista em ebola e professora associada ao setor de microbiologia da Universidade de Boston.

Existem outros vírus igualmente mortais – ou até mesmo ainda mais mortais. Nesta lista, temos nove dos vírus com as menores probabilidades de sobrevivência entre os infectados.

1. Vírus de Marburg

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Os cientistas identificaram o vírus de Marburg em 1967, quando pequenos surtos ocorreram entre trabalhadores que estavam expostos a macacos infectados – provenientes de Uganda – em um laboratório alemão. O vírus de Marburg é semelhante ao ebola, pois ambos podem causar febre hemorrágica, o que significa que os infectados desenvolvem febre alta e sangramentos por todo o corpo, o que pode levar a falência de órgãos e morte.

A taxa de mortalidade no primeiro surto foi de 25%, mas foi mais de 80% em um surto na República Democrática do Congo entre 1998 e 2000, assim como em 2005, na Angola, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
2. Ebola

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Os primeiros surtos de ebola conhecidos atingiu simultaneamente o Sdão e a República Democrática do Congo em 1976. O ebola é transmitido através do contato com sangue ou outros fluídos corporais ou tecidos de pessoas ou animais infectados. As cepas conhecidas podem fazer com que a letalidade varie drasticamente, relatou Muhlberger.

Uma delas – a “ebola reston” – nem faz com que as pessoas fiquem doentes. Por outro lado, a cepa “Bundibugyo” tem uma taxa de mortalidade de até 50%, mas atingindo 71% no Sudão, de acordo com a OMS.

O surto em andamento na África começou no início de 2014 e é a maior e mais complexa epidemia da doença até hoje.

3. Raiva

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Apesar de existir vacinação anti-rábica para animais desde 1920 – o que tornou a doença extremamente rara no mundo desenvolvido – esta condição permanece um problema grave na Índia e partes da África.

“Ela destrói o cérebro, e é uma doença muito ruim”, disse Muhlberger. “Nós etmos uma vacina contra raiva, além de anticorpos que atuam contra o vírus, por isso, se alguém é mordido por um animal contaminado, podemos tratar essa pessoa”, disse ela.

No entanto, segundo a pesquisadora, caso a pessoa seja contaminada e não inicie o tratamento, as chances de morte são de 100%.

4. HIV

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No mundo moderno, o vírus mais mortal pode ser o HIV. “Ainda é aquele que mais mata”, disse o Dr. Amesh Adalja, médico infectologista e porta voz da Infectious Disease Society of America.

Estima-se que 36 milhões de pessoas morreram de HIV desde que a doença foi reconhecida, em 1980. “A doença infecciosa que tem a maior porcentagem de infectados no mundo é o HIV”, afirmou Adalja.

Medicamentos antivirais poderosos tornaram possível que as pessoas vivam anos com HIV. Mas a doença continua a devastar países pobres, onde acontecem 95% das novas infecções. 1 em cada 20 adultos da África subsaariana é soropositiva, segundo a OMS.

5. Varíola

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Em 1980, a Assembleia Mundial da Saúde declarou o mundo livre da varíola. Mas antes disso, os seres humanos lutaram contra a doença durante milhares de anos. Ela matou cerca de um terço dos infectados. Nos sobreviventes, ficaram cicatrizes profundas e permanentes, e em muitos casos, cegueira.

As taxas de mortalidade são muito mais elevadas em populações fora da Europa, onde as pessoas tinham pouco contato com o vírus antes que os visitantes o trouxesse para as suas regiões. Por exemplo, historiadores estimam que 90% da população nativa das Américas morreu de varíola introduzida por exploradores europeus. Só no século XX, a doença matou mais de 300 milhões de pessoas.

 

6. Hantavirus

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A síndrome pulmonar por hantavírus (HPS) ganhou grande atenção nos EUA em 1993, quando um casal morreu dentro de poucos dias. Alguns meses mais tarde, as autoridades de saúde isolaram o hantavírus a partir de um rato que estava na casa de uma das pessoas infectadas. Mais de 600 pessoas nos EUA contraíram HPS e cerca de 36% morreram da doença, de acordo com o Centers for Disease Control and Prevention.

O vírus não é transmitido entre seres humanos, e sim ao ter contato com excrementos de animais infectados.

Anteriormente, um hantavírus diferente causou um surto no início de 1950, durante a Guerra da Coreia, segundo um artigo publicado na Clinical Microbiology Reviews. Mais de 3000 soldados foram infectados, e cerca de 12% deles morreram.

Embora o vírus era novo para a medicina ocidental ao ser descoberto nos EUA, os pesquisadores descobriram mais tarde que tradições médicas dos navajos descreviam uma doença semelhante, ligada a ratos.

7. Gripe

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Durante uma temporada de gripe normal, até 500 mil pessoas no mundo morrem, segundo a OMS. Mas, ocasionalmente, quando uma nova cepa de gripe surge, a propagação é mais rápida, e muitas vezes as taxas de mortalidade são maiores.

A pandemia de gripe mais mortal, conhecida como gripe espanhola, aconteceu em 1918 e matou cerca de 50 milhões de pessoas.

“Eu acho que é possível algo como o surto de gripe de 1918 acontecer novament”, relatou Muhlberger. “Se uma nova cepa de gripe surgir e contaminar a população humana e transmitindo-se facilmente, teríamos um grande problema.”

 

8. Dengue

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O vírus da dengue foi identificado pela primeira vez na década de 1950 nas Filipinas e Tailândia, e desde então se espalhou para todas as regiões tropicais e subtropicais do planeta. Cerca de 40% da população mundial vive em áreas onde a dengue é endêmica, e com o aquecimento global, é possível que os mosquitos – vetores do vírus – se espalhem ainda mais.

A dengue atinge de 50 a 100 milhões de pessoas por ano, segundo a OMS. Embora a taxa de mortalidade seja baixa em relação a alguns outros vírus (2,5%), a dengue hemorrágica pode ter uma mortalidade de até 20% quando não tratada adequadamente.

Atualmente não há vacina para a dengue, mas existem grandes e promissores ensaios clínicos de uma vacina experimental.

9. Rotavírus

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Atualmente, duas vacinas estão disponíveis para proteger as crianças do rotavírus, a principal doença diarreica grave entre bebês e crianças pequenas. O vírus pode se espalhar rapidamente, através do que os pesquisadores chamam de rota fecal-oral (quando pequenas partículas de fezes acabam sendo consumidos).

Embora as crianças do mundo desenvolvido rapidamente morrem da doença, mas ela causa muitas mortes em países em desenvolvimento, onde os tratamentos de reidratação não estão amplamente disponíveis.

A OMS estima que todo o mundo, pelo menos 453 mil crianças com menos de 5 anos morrem de infecção por rotavírus apenas em 2008.

Felizmente, países que introduziram a vacina relataram declínios acentuados em hospitalizações e mortes por rotavírus.

[Live Science]

20 anos, estudante de Engenharia de energia (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), desde sempre interessado por ciência, filosofia e literatura. Colaborador da CG desde 2013.

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