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A Terra é composta por dois planetas fundidos, sugere nova pesquisa

Os astrônomos que estão investigando como a Lua se formou encontraram evidências de que ela surgiu depois de um pequeno planeta ter atingido a Terra há 4,5 bilhões de anos atrás. E a pesquisa sugere que esta colisão foi tão violenta que o tal planeta que nos atingiu, chamado de Theia, acabou fundindo-se com a Terra. A ideia de que a Lua apareceu após parte da Terra ter sido retirada em uma colisão violenta, não é nova, mas será que o corpo responsável por isso continuou vagando pelo espaço? Esse novo estudo diz que não, ou seja, Theia na verdade, nunca nos deixou.

Para chegar a tais resultados, a equipe analisou rochas lunares trazidas de volta à Terra pelas missões Apollo, assim como seis rochas vulcânicas do manto da Terra. Eles estavam olhando para que o oxigênio contidos nas rochas – o que significa que os pesquisadores estavam contando o número de prótons e nêutrons em átomos de oxigênio. Isso é importante, porque as rochas em cada corpo planetário em nosso Sistema Solar tem uma relação única – é um tipo de “impressão digital” – de isótopos de oxigênio. Por exemplo, mais de 99,9% do oxigênio da Terra é O-16, o que significa que cada átomo contém oito prótons e oito nêutrons. Mas há também pequenas quantidades de O-17 e O-18 na Terra. E é a relação entre O-16 e O-17 que os cientistas podem usar para trabalhar.

Se Theia simplesmente arrancou um lado da Terra para produzir a Lua, como previsto anteriormente, nosso satélite natural seria composto principalmente de Theia, e as rochas terrestres e lunares teriam diferentes vestígios de isótopos de oxigênio. Mas este não foi o caso. “Nós não vemos qualquer diferença entre isótopos de oxigênio da Lua e da Terra, eles são indistinguíveis”, disse o pesquisador Edward Young.

Em vez disso, as conclusões propostas em 2012, afirmam que Theia e a Terra foram realmente envolvidas em uma colisão frontal, em vez de lateral e acabou fundindo-se como resultado. Por enquanto, nós ainda não sabemos muito sobre Theia. A equipe de pesquisadores acreditam que esse “embrião planetário” foi semelhante em tamanho à Terra, enquanto outros acreditam que ele estava mais perto do tamanho de Marte.

Acredita-se que Theia estava crescendo de uma forma proporcional, e se tivesse sobrevivido ao acidente, ele teria se tornado um planeta. Se confirmada, a pesquisa vai mudar a nossa compreensão de como o nosso planeta se formou e evoluiu. Se Theia não tive colidido com a Terra, nós não chegaríamos onde estamos hoje, é fascinante pensar sobre todos os acidentes que tiveram que se unir para resultar em vida na Terra. [ScienceAlert]

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