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Arqueólogos russos recriaram a imagem de uma nômade “extraterrestre”

Pela primeira vez na história do depósito de Arkaim, localizado em Chelyabinsk, na Rússia, os pesquisadores reconstruíram a imagem de uma mulher dos povos nômades dos Sármatas dos séculos III-IV d.C.

Em Arkaim as ruínas de uma vila e seus arredores foram encontrados com numerosos vestígios arqueológicos de diferentes períodos, um dos quais corresponde a presença dos sármatas, um povo nômade de raízes iranianas.

Os cientistas recriaram a imagem da mulher em um modelo muito preciso em três dimensões que ainda reproduz a cor da pele e olhos e sua característica mais interessante: o crânio alongado. Precisamente por causa do formato da cabeça a moça está sendo chamada de “a sármata extraterrestre”.

Antes as imagens dos primeiros seres humanos eram recriadas em bronze e gesso, mas agora a preferência é dada as cópias de plástico ou silicone”, diz Yuri Makurov, chefe da expedição arqueológica de Arkaim.

Makurov explica que a forma alongada do crânio não é diferente entre os Sármatas: em 80% dos casos, durante a escavação de sepulturas sarmatanas na área dos Montes Urais foram encontrados outros restos mortais com uma estrutura óssea semelhante.

Os cientistas explicam que esta deformação ocorre durante a primeira infância, pressionando o crânio entre duas tábuas amarradas com cordas. Esta prática poderia ser devido aos padrões de beleza dos Sármatas ou o desejo de criar um sinal distintivo para distinguir indivíduos de seu grupo de estrangeiros. Práticas de alongamento de crânio também se espalharam no Egito e entre alguns povos americanos. [RT]

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