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Buraco negro Mrk 335 emite seu maior pulso de energia

A corona (representada em cores arroxeadas) se reúne (à esquerda), tornando-se mais brilhante, antes de se lançar para longe do buraco negro (meio e direita). Os astrônomos não sabem por que as coronas se movimentam, mas eles aprenderam que este processo leva a um aumento do brilho da luz de raios-X que pode ser observada por telescópios. Créditos: NASA / JPL-Caltech.

Tradução – Royal Astronomical Society 

De acordo com a Teoria Geral da Relatividade, um buraco negro é uma região do espaço da qual nada, nem mesmo objetos que se movam na velocidade da luz, podem escapar. Este é o resultado da deformação do espaço-tempo causada por uma matéria maciça e altamente compacta. “Esta é a primeira vez que fomos capazes de observar uma corona de energia saindo de um buraco negro”, disse Dan Wilkins, cientista da Universidade de Saint Mary, em Halifax no Canadá. “Isso vai nos ajudar a entender como os buracos negros supermassivos alimentam alguns dos fenômenos mais brilhantes do universo.” Buracos negros supermassivos não emitem nenhuma luz, porém, eles são cercados por discos de material quente. A gravidade de um buraco negro puxa o gás circundante e o faz aquecer, fazendo-o brilhar em diferentes tipos de luz. Outra fonte de radiação perto de um buraco negro é a corona. Coronas são compostas de partículas altamente energéticas que geram radiações de raios-X, mas os detalhes sobre sua aparência, e como se formam, não são claros.

 A corona (representada em cores arroxeadas) se reúne (à esquerda), tornando-se mais brilhante, antes de se lançar para longe do buraco negro (meio e direita). Os astrônomos não sabem por que as coronas se movimentam, mas eles aprenderam que este processo leva a um aumento do brilho da luz de raios-X que pode ser observada por telescópios. Créditos: NASA / JPL-Caltech.
A corona (representada em cores arroxeadas) se reúne (à esquerda), tornando-se mais brilhante, antes de se lançar para longe do buraco negro (meio e direita). Os astrônomos não sabem por que as coronas se movimentam, mas eles aprenderam que este processo leva a um aumento do brilho da luz de raios-X que pode ser observada por telescópios. Créditos: NASA / JPL-Caltech.

As observações começaram quando o Swift, um telescópio que monitora o céu a procura de explosões cósmicas de raios-X e raios gama, capturou um grande clarão vindo do buraco negro supermassivo chamado Markarian 335, ou Mrk 335, localizado há 324 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação de Pégaso. Este buraco negro supermassivo, que fica no centro de uma galáxia, era uma das mais brilhantes fontes de raios-X no céu. O que descobrimos é que ele continua a irromper em chamas, mas não atinge os níveis de brilho e estabilidade visto antes”, disse Luigi Gallo, o investigador principal para o projeto na Universidade de Saint Mary.

“A natureza da fonte energética de raios-X que chamamos de corona é misteriosa, agora, com a capacidade de ver mudanças dramáticas como esta, recebemos pistas sobre seu tamanho e estrutura”, disse Fiona Harrison, a principal investigadora do NuSTAR do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, que não esteve envolvida no estudo. Muitos outros enigmas sobre o buraco negro permanecem. Por exemplo, os astrônomos querem entender o que causa a ejeção da corona em primeiro lugar.

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