Novo colírio pode ajudar no tratamento da catarata

A catarata é a doença culpada por metade dos casos de cegueira em todo o mundo, e apesar de elas poderem ser tratadas com cirurgia, a operação é complexa e demanda especialistas extremamente preparados. Isso acaba sendo um problema para os países menos desenvolvidos, que não contam com sistemas de saúde organizados e capacitados para receber tal demanda. O aparecimento de medicamentos para a catarata, aos poucos, vai oferecendo esperança para esses países, mas ainda existem obstáculos. Agora, um novo estudo apresentou um tipo de colírio que conseguiu reduzir a catarata em cães.

Essa doença normalmente está relacionada com a idade, mas muitos a desenvolvem em virtude de defeitos genéticos. Os pesquisadores queriam, então, descobrir porque esses defeitos levavam à catarata. O professor Kang Zhang, da Universidade da California, nos EUA, liderou uma equipe que estudou duas famílias com crianças nascidas com cataratas – o que se conhece por catarata congênita.

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Créditos: Paul Prescott/Shutterstock

Eles descobriram que essas cataratas congênitas tinham uma mutação no gene que produz uma pequena molécula conhecida como lanosterol. A versão saudável dessa molécula normalmente previne as proteínas causadoras da catarata de se agrupar. Já na versão anormal, as proteínas acabam causando a neblina típica da catarata no olho.

Sabendo disso, os cientistas começaram a desenvolver um colírio que contivesse lanosterolcomo medicamento para tratar a catarata. Para testar se o colírio poderia reduzir a catarata, pesquisadores isolaram lentes de coelhos que tinham catarata e as colocaram em uma solução de lanosterol por seis dias. Eles encontraram que essa solução reduziu a severidade da catarata e aumentou a claridade das lentes.

O estudo, publicado na Nature, durou apenas alguns meses, então as cataratas possivelmente retornaram depois que o colírio parou de ser aplicado.

No entanto, apesar da potencial eficácia do colírio, especialistas dizem que não se pode comparar um medicamento como esse com a cirurgia. “Você não pode comparar os resultados deste estudo com a cirurgia. Com a operação, você praticamente volta a ter 20 anos de idade; com essa limpeza, sua visão ainda pode permanecer prejudicada”, disse Manuel Datiles, oftalmologista do Instituto Nacional de Olhos dos Estados Unidos.

Fonte: IFFCG

 

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