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Como cientistas capturaram uma parte do Sol para análises?

Originalmente por Ross Pomeroy – Real Clear Science | Em LiveScience.
Traduzido e adaptado por Leonardo Ambrosio.

O Sol é extremamente importante para nossa sobrevivência. Sem ele, você não estaria lendo este texto – na verdade, sequer existiria. Seu calor na medida certa é que faz com que a Terra possa abrigar vida, e esse calor é transmitido para nosso planeta através de raios solares.

Ok. Talvez raios solares não representem uma novidade para você. Mas e se dissessem para você que os cientistas já foram capazes de “capturar” um raio solar, e existe um lugar na Terra onde você segurá-lo?

Dentro de duas salas no Centro Espacial Johnson, em Houston, Texas-EUA, está uma coleção de folhas e pastilhas metálicas que abrigam partículas do vento solar. Essas partículas viajavam a uma velocidade de 400 a 800 km/s quando foram capturadas para uma espaçonave localizada entre a Terra e o Sol. A missão da espaçonave em questão, chamada Genesis, era capturar o máximo possível de partículas.

Climatologia Geográfica
Pixabay

Genesis trabalhou durante 850 dias entre 2001 e 2004, e depois tomou o caminho de casa até a Terra, em uma solitária viagem de quatro meses de duração. Quando já estava orbitando a Terra, liberou uma cápsula com as partículas – que entrou na atmosfera terrestre no dia 8 de setembro de 2004. Mas para o pavor de todos, o paraquedas que deveria proteger o artefato não funcionou corretamente, e depois de cair em alta velocidade no solo do deserto de Utah, valiosos pedaços do Sol foram despejados na areia.

Depois do susto e de uma série de análises, os cientistas perceberam que nem tudo estava perdido. Obviamente, parte as lâminas que continham as partículas havia se quebrado, mas muitas ainda estavam intactas. Não foi nada fácil recuperá-las em segurança, mas o trabalho foi bem feito e os cientistas conseguiram colocar a mão, finalmente, nas partículas solares.

Após análises, os pesquisadores determinaram que partículas hipotéticas, chamadas “partículas energéticas solares” não existiam nos ventos solares, desbancando uma suposição antiquíssima. Eles também descobriram que o Sol tem uma proporção maior de Oxigênio-16 que a Terra – o que por sua vez é bastante estranho, já que a Terra e praticamente tudo no sistema solar foi originado na mesma nebulosa. Então o que aconteceu com o oxigênio? Os cientistas ainda não sabem.

Evidentemente, ainda há muito que não sabemos sobre as partículas solares, mas por enquanto elas estão armazenadas cuidadosamente, esperando por novas tecnologias capazes de desvendar outros mistérios.

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