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Espécie de inseto deixa de ser considerada extinta após mais de 30 anos

Originalmente por Michelle Starr | ScienceAlert

Graças a um trabalho realizado a nível internacional, a lagosta-das-árvores (Dryococelus australis) foi oficialmente “ressuscitada”. Desde 1920 a espécie era dada como ameaçada, mas de acordo com testes de DNA realizados recentemente, essas lagostas ainda sobrevivem bravamente.

Quando os ratos-pretos foram acidentalmente introduzidos na Austrália através dos navios que chegavam ao país em 1918, eles devastaram a população das lagostas-das-árvores. Além disso, a destruição causada pelos ratos também atingiu cinco espécies de pássaros, dois tipos de plantas e 13 espécies de invertebrados, que não podem ser encontrados em nenhuma outra parte do mundo.

Entretanto, um grupo de escaladores descobriu em 1960 uma série de cadáveres que pareciam ser desses insetos. No entanto, os espécimes não foram considerados pertencentes a espécie dos Dryococelus australis, e por isso as lagostas-das-árvores foram oficialmente declaradas extintas em 1986.

Mikheyev et al., Current Biology

Mas então um pequeno número de insetos vivos foram encontrados em 2001, vivendo em árvores australianas. E agora, finalmente, testes de DNA confirmaram que os insetos são, de fato, da espécie antes considerada extinta.

“Nesse caso, parece que nós tivemos sorte e não perdemos essa espécie para sempre, ainda que para todos os efeitos deveríamos ter perdido”, disse o pesquisador Alexander Mikheyev, professor do Okinawa Institute of Science and Technology Graduate University. “Tivemos uma outra chance, mas normalmente não temos”.

Agora, eventualmente, as espécies podem ser reintroduzidas em seu habitat natural, a Ilha de Lord Howe, desde seja terminado um programa de erradicação de ratos, que deve começar em 2018 na região. Atualmente, as lagostas-das-árvores seguem sendo consideradas em risco de extinção – ainda que tenham saído da lista de 868 espécies consideradas extintas por conta da ação humana. “Esse inseto ilustra a fragilidade dos ecossistemas de ilhas, e em paticular, o quão vulnerável eles são à mudanças feitas pelo ser humano”, disse Mikheyev.

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