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Estamos entrando em uma nova era de tempestades apocalípticas

Furacões surgem para restaurarem o equilíbrio térmico do Oceano, quando temos certas anomalias nas temperaturas da superfície do mar (TSM), com temperaturas acima de 27°C, o ar a sua volta começa a ganhar umidade e as massas de ar passam a se movimentar até que dão início a tempestades tropicais que evoluem para furacões. Processo que está sendo intensificado pelo aquecimento das águas dos oceanos de todo o mundo.

Furacão Harvey, que atingiu o Texas. Categoria 4

Vídeos de ondas que varrem cidades inteiras, levando carros, casas e árvores com elas. Apenas uma semana após o furacão Harvey ter varrido o estado do Texas, outros três – Jose, Katya e Irma – surgiram no Atlântico e foram em direção ao Caribe. Os cientistas culpam o aquecimento global: O aumento das temperaturas da superfície do mar fez com que os eventos climáticos de ocorrência natural fossem intensificados. Então, será que estamos no início de uma nova era de tempestades apocalípticas?

Nitidamente os furacões estão piorando, já que o número médio anual de tempestades de categorias 4 mais que duplicou desde 1900 e as velocidades dos ventos teve grande alta. Um ligeiro aumento no nível do mar também significa mais surtos de tempestades – aquelas marés altas que acompanham os furacões já se intensificam a partir de uma linha de base mais alta ocasionada pelo aumento do nível dos mares.

Inundações como a causada pela tempestade Harvey normalmente ocorrem dentro de uma vez a cada 500 anos; na última década, Houston tem sofrido com elas de três em três anos.

Tempestades como estas já causaram muitas mortes trágicas, e com certeza causarão muito mais. No entanto, mesmo os furacões aumentando a cada ano, a longo prazo eles estão cada vez menos letais. As taxas globais de mortalidade por condições climáticas extremas caíram cerca de 98% desde o ano de 1920 e em 2/3 nas últimas três décadas. Na prática, isso ocorre porque os países mais ricos têm menos mortes (por causa dos preparos antecipados) e todos os países do mundo inteiro ficaram mais ricos em relação a 1920, além disso, nós também estamos ficando muito melhores em lidar com furacões.

Furacão Katia, Irma e José (Da esquerda para a direita).

O furacão Katrina, que atingiu Nova Orleans em 2005 matando quase 2.000 pessoas, chocou o sistema político dos Estados Unidos. Desde então, os meteorologistas reduziram o intervalo de erro ao preverem as rotas dos furacões, o intervalo diminuiu de 203 quilômetros para 120km, eles também aumentaram o período de aviso a sociedade em 12 horas.

Furacão Irma, que atingiu a Flórida na categoria 4.

Ainda sim, nosso preparo não impede de pensarmos que o aquecimento global intensificado pela humanidade é um fator determinante nessas condições. Já passou da hora de investirmos em energias verdes e renováveis, países (Como os Estados Unidos e China) diminuirem suas emissões de poluentes, etc. A tempestade Irma que está sendo a mais duradoura e intensa já registrada na história, nos mostra perfeitamente que ainda vem “muita água pela frente” e tempestades cada vez piores, é melhor se preparar.

 

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