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Estranho? Tubarão pré-histórico que vive no mar do Japão é pescado no Golfo do México

Tubarão-duende

Após os pescadores japoneses terem encontrado os peixes abissais no raso, pescadores de camarão, que trabalhavam no Golfo do México, acidentalmente pescaram um tubarão-duende pré-histórico, a espécie mais rara entre os tubarões.  O tubarão-duende mede 5 metros de comprimento conhecido como tubarão duende, tem um focinho longo para esconder os dentes afiados, e possui cor rosa. Só para você ter ideia, ele é tão raro que só foi visto pela primeira vez há mais de 10 anos.  É conhecido por viver em águas profundas japonesas e o que intrigou muito os pesquisadores a sua aparição tão longe de seu habitat natural. Esse animal vive em profundidades que variam de 1.000 a 3.000 metros, se alimenta de lulas  e peixe abissais das fossas japonesas. Também foi intrigante o fato de ele ter sido pescado a uma profundidade de apenas 600 metros.

Moore pesca no Golfo do México a mais de  50 anos, com exceção de uma pequena pausa para uma temporada na Força Aérea americana,  ele disse que ultimamente está “apanhado coisas estranhíssimas para os locais onde trabalha:  Peixes-serras, águas vivas das Bahamas, as tartarugas loggerback pesando entre 1.000 a 1.500 libras” Mas quando o tubarão-duende caiu na sua rede de arrasto cheia de camarões vermelhos da espécie royal, Moore ficou incrédulo do que via. O animal pré-histórico, às vezes é chamada de “fóssil vivo”. Quando colocaram ele no convés, perceberam que tinha dentes tão afiados que tiveram medo de puxar a fita métrica para medir a misteriosa criatura. “Eu nem sabia o que era”, disse o pescador Carl Moore.

Mesmo que os pesquisadores estejam aliviados que o tubarão tenha sido posto em liberdade, estão infelizes por não terem sido capazes de examinar o espécime raro. Os cientistas sabem tão pouco sobre essa espécie que eles não podem determinar o quão velho ou o quão grande ela fica. No entanto, os cientistas sabem que, no fundo do mar, a sua cor rosa fica preta, o que faz o tubarão parecer quase invisível aos predadores e às presas.  Os pesquisadores também acreditam que o longo focinho do tubarão está equipado com sensores elétricos para que ele possa encontrar presas, mesmo quando não pode ver ou ouvir nada nas profundezas da água. Talvez a característica mais assustadora do tubarão é sua mandíbula, que é uma armadilha para capturar peixes nas proximidades de sua dentição. Para Moore, o tubarão foi uma captura de uma vida e ele está feliz que tenha jogado o animal de volta na água. “Esse é o meu mar lá fora, e nada nele me preocupa… Eu sei o valor de tentar preservar as coisas”, disse ele. Não se sabe se esse evento tem ligação com os peixes abissais japoneses que foram estranhamente encontrados no raso.

Em vez de manter o tubarão no barco para entregar ao centro de pesquisa, Moore decidiu tirar uma foto rápida do peixe com seu telefone celular, e em seguida, o devolveu para a água. O tubarão foi achado no dia 19 de abril, mas foi só agora que Moore relatou sua captura para a National Oceanic and Atmospheric Administration.

Fonte: CNN, FOX

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