Exercícios físicos aumentam expectativa de vida de sobreviventes do câncer de mama

Um novo estudo realizado recentemente pela Universidade do Sul da Califórnia sugere que exercícios físicos regulares podem aumentar a expectativa de vida de sobreviventes de câncer de mama. A explicação dada pelos cientistas é de que os exercícios podem diminuir os riscos de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e a própria volta do câncer.

“Muitas pessoas não sabem que a causa nº 1 de morte em sobreviventes do câncer de mama são as doenças cardiovasculares”, disse Christina Dieli-Conwright, principal autora do estudo publicado no Journal of Clinical Oncology em 22 de janeiro.

O câncer de mama possui uma taxa de sobrevida consideravelmente alta. Estima-se que 9 a cada 10 pacientes continuam vivos depois de cinco anos do diagnóstico, segundo a Sociedade Americana do Câncer. O problema, no entanto, é que as mulheres costumam ganhar peso durante o tratamento, piorando suas condições de saúde.

O novo estudo sugere que as sobreviventes devem praticar uma mistura de exercícios aeróbicos, com treinos de resistência, para reduzir a pressão sanguínea, a gordura corporal e os altos triglicerídeos. “Em pacientes com câncer de mama, a síndrome metabólica é exacerbada pela obesidade, sedentarismo e efeitos da quimioterapia”, disse Dieli-Conwright.

As mulheres que sofrem com a síndrome metabólica possuem um risco 17% maior de desenvolver câncer de mama; três vezes mais chance de voltar a sofrer com o câncer depois do tratamento e duas vezes mais riscos de morte por conta da doença.

A pesquisa em questão contou com 100 sobreviventes que receberam tratamento para o câncer de mama menos de seis meses antes do estudo. O grupo experimental recebeu sessões de treinamento e exercícios físicos semanais, incluindo treinos com pesos e aeróbicos. No começo dos testes, 46% das participantes eram obesas, e 77% sofriam com a síndrome metabólica. Depois da intervenção, no entanto, 15% das mulheres do grupo que recebeu treinamentos físicos tinha a síndrome, em comparação com 80% do grupo de controle que não havia passado pelos treinos. As mulheres que se exercitaram também perderam gordura e ganharam músculos.

Também houve redução no risco de doenças cardíacas. A pressão sanguínea das participantes reduziu em 10%, e seu colesterol “bom” (HDL) aumentou em 50%.

Com informações de EurekAlert.

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