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Governo dos EUA permite Shell retomar as perfurações no Ártico

O governo dos Estados Unidos, administrado pelo presidente Obama, deu a aprovação condicional na segunda-feira para que a Empresa Shell retorne com as suas atividades de perfuração no Ártico, apesar das terríveis advertências dos ambientalistas sobre o impacto causado com a ação. Para a companhia de petróleo, é uma grande vitória ter conseguido o aval para retornar seus trabalhos, já que foram interrompidos de explorar as águas do Largo da Costa do Alasca em 2012. A medida foi recebida com vários protestos e duras críticas por parte de diversos grupos ambientalistas.

A Shell andou lutando na justiça para retomar as perfurações e a exploração do mar de Chukchi durante os três últimos anos, após terem sido forçados a suspender as operações no local devido a uma série de problemas relacionados à segurança e fatores operacionais. As propostas da empresa para voltar à exploração do local eram rejeitadas pelo Departamento do Interior, porém desta vez eles aceitaram as novas propostas, com novos planos capazes de conhecer importantes normas de segurança, normas ambientais e normas essenciais para proteger os trabalhadores, a vida selvagem e o acesso a áreas de uso de subsistência.

Abigail Ross Hopper, diretor do Departamento de Interior da Bureau of Ocean Energy Management (BOEM), organização responsável por aprovar os planos relatou: “Temos tido uma abordagem cuidadosa para considerar cuidadosamente a exploração em nível potencial do mar de Chukchi, reconhecendo a questão ambiental, social e os recursos ecológicos pertencentes da região, estabelecendo assim elevados padrões para a proteção deste ecossistema, das nossas comunidades árticas e das necessidades de subsistência com as tradições culturais nativas do Alasca”.

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Vários grupos ambientalistas protestam contra a decisão dos Estados Unidos de autorizar a Shell sobre a perfuração, alegando que a empresa não pode perfurar um local onde a área seja ambientalmente sensível. Eles apontam também sobre o aterramento de uma das plataformas da Shell que ocorreu na ilha localizada no Golfo do Alasca em 2013. Este “acidente” demonstra como “perfuração no Ártico é imprudente e irresponsável”, de acordo com a região selvagem do Alasca .

A aprovação do Departamento Interno concederá a Shell a estimativa da extração de 15 bilhões de barris de petróleo condicionada à emissão de licenças de perfuração estaduais e federais, incluindo as autorizações relacionadas com o Endangered Species Act e a Lei de Proteção dos Mamíferos Marinhos.

O governo também emitiu regulamentos novos e mais rigorosos de perfuração, como permitindo somente a perfuração durante os meses de verão e em águas rasas. Como Thomas Lorenzen ,ex-assistente chefe do ambiente e dos recursos naturais da divisão do Departamento de Justiça disse em entrevista ao New York Times : “O propósito da exploração está em águas rasas numa profundidade de 140 pés e, portanto, não irá apresentar riscos de vazamentos eminentes.

Fonte: CNBC

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