Há Limite para Ciência?

A ciência é um dos principais elementos que caracterizam a humanidade. É através dela que os humanos se desenvolvem, constroem um modo de vida moldando ou reinventando a natureza para que se adapte às suas necessidades. Além disso, a ciência é também uma ferramenta que permite com o propósito de conhecer e entender o que cerca os humanos seja colocado em prática. No decorrer dos anos, a ciência se desenvolveu rapidamente, muito graças ao desenvolvimento da tecnologia, que também é fruto do desenvolvimento da ciência. Mas será que existe limite para a ciência? Será que um dia chegaremos ao ponto de entender e conhecer tudo, ao que pesquisar e estudar fenômenos e elementos não será mais necessário? Essas são perguntas propostas pelo livro “O fim da ciência – Uma discussão sobre os limites do conhecimento científico”, do escritor John Horgan.

bccbfd19e414b1ead9d7e6d9de236777

O Livro foi lançado em 1996, mas a polêmica, se assim posso dizer, vem desde o século XIX. E ela esbarra, principalmente, no desenvolvimento de teorias sobre a mecânica quântica, a biologia molecular e a relatividade, de Einstein. Um questionamento levantado por Emmanuel Kant coloca a dúvida em outro patamar. Para o filósofo alemão, nossa estrutura mental poderia ser ainda incapaz de entender toda a complexidade do que nos cerca. Ou seja, é possível acreditar que podemos chegar a um limite de conhecimento científico, mas não pelo fato de conseguirmos esgotar todos os mistérios existentes, mas, sim, pelo fato de sermos incapazes de explorá-los adequadamente, devidos nossas limitações biológicas e físicas. Para alguns, esse limite biológico poderia ser superado por máquinas com inteligência superior a dos humanos, mas criadas pelas mãos deles.

Outros estudiosos do tema apresentam argumentos bem mais palpáveis para o fim da ciência. Muitos deles de cunho social, político ou econômico. Aqui entram questões como os malefícios que regimes políticos são capazes de fazer à ciência, como também conflitos de interesses sobre divulgação de trabalhos científicos de relevância para a sociedade acadêmica ou geral, disputas de patentes, segurança social entre outras questões. Essas questões foram levantadas pelo Prêmio Nobel, o físico Robert B. Laughlin. Para Laughlin, parece mais importante a discussão a respeito da adaptação da ciência a realidade que atualmente se apresenta, de maneira que a mesma possa continuar sendo aplicada com intuito da evolução do conhecimento humano. O que se entende é que o cientista aponta para que todas as barreiras que impedem a ciência de contribuir para esse objetivo sejam eliminadas. [Scientific American]

Você pode gostar também Mais do autor

Comentários

Carregando...