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Habilidade cognitiva bem desenvolvida não evita crença em conspirações em todos os casos, mostra estudo

As teorias da conspiração fazem parte do nosso dia a dia há muito tempo. Atualmente, basta navegar um pouco pela Internet ou visitar algumas páginas do Facebook para encontrar pessoas teorizando que o aquecimento global é uma farsa; que o ser humano não chegou à Lua e que os Estados Unidos já sabem da existência de alienígenas, mas não querem avisar a população mundial.

Agora, uma nova pesquisa, realizada pela Universidade de Illinois em Chicago decidiu analisar o que leva as pessoas a acreditarem nessas teorias da conspiração, e descobriu que nem sempre uma maior habilidade cognitiva é suficiente para evitar as crenças em fatores paranormais.

“Nós mostramos que o ceticismo acerca de várias teorias da conspiração e fenômenos paranormais não exige apenas uma habilidade cognitiva relativamente alta, mas também uma forte motivação para ser racional”, diz Tomas Ståhl, professor assistente de psicologia e principal autor da análise.

Ståhl afirma que se um indivíduo não possui nenhuma motivação para ser racional e basear suas ideias na lógica e em evidências, uma alta habilidade cognitiva pode não ser suficiente para evitar a crença em conspirações e fenômenos paranormais.

Para responder a pergunta central da pesquisa, Ståhl e o coautor Jan-Willem van Prooijen, da Vrije Universiteit, em Amsterdam, conduziram duas pesquisas on-line com mais de 300 pessoas, para avaliar o pensamento analítico e outros fatores que poderiam promover o ceticismo em relação a crenças infundadas.

Os resultados mostraram que uma pessoa com maior cognição analítica tinha menores tendências de acreditar em teorias da conspiração. Isso, no entanto, foi observado apenas entre os indivíduos que prezavam pelo embasamento lógico e de evidências nas suas crenças.

O artigo publicado recentemente leva em consideração a realidade observada nos Estados Unidos, e diz que mesmo com as melhores oportunidades educacionais oferecidas pelo país neste século, as crenças infundadas ainda permanecem presentes dentro da sociedade.

De acordo com Ståhl, a crença em teorias como a que diz que as vacinas podem causar autismo e outras conspirações podem afetar a saúde e a vida dessas pessoas, inclusive podendo ser prejudiciais para a sociedade como um todo.

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