Medicamentos já existentes podem ajudar a combater o Ebola

Date:?? Cynthia GoldsmithThis scanning electron micrograph (SEM) depicts a number of Ebola virions.

Ebola hemorrhagic fever (Ebola HF) is a severe, often-fatal disease in humans and nonhuman primates (monkeys, gorillas, and chimpanzees) that has appeared sporadically since its initial recognition in 1976. The disease is caused by infection with Ebola virus, named after a river in the Democratic Republic of the Congo (formerly Zaire) in Africa, where it was first recognized. The virus is one of two members of a family of RNA viruses called the Filoviridae. There are four identified subtypes of Ebola virus. Three of the four have caused disease in humans: Ebola-Zaire, Ebola-Sudan, and Ebola-Ivory Coast. The fourth, Ebola-Reston, has caused disease in nonhuman primates, but not in humans.

Duas drogas aprovadas para o uso em seres humanos – uma antidepressiva e uma para doenças cardíacas – se mostraram promissoras no tratamento do Ebola, mostra um novo estudo realizado em roedores.

Os pesquisadores analisaram a capacidade de 2600 compostos em combater a atividade do vírus Ebola, e encontraram 30 medicamentos que foram efetivos nesta tarefa em um experimento laboratorial. Duas das drogas se mostraram particularmente promissoras na batalha contra o vírus – o antidepressivo sertralina e uma droga utilizada para o tratamento de doenças cardíacas chamado bepridil.

Date:?? Cynthia Goldsmith This scanning electron micrograph (SEM) depicts a number of Ebola virions.Ebola hemorrhagic fever (Ebola HF) is a severe, often-fatal disease in humans and nonhuman primates (monkeys, gorillas, and chimpanzees) that has appeared sporadically since its initial recognition in 1976. The disease is caused by infection with Ebola virus, named after a river in the Democratic Republic of the Congo (formerly Zaire) in Africa, where it was first recognized. The virus is one of two members of a family of RNA viruses called the Filoviridae. There are four identified subtypes of Ebola virus. Three of the four have caused disease in humans: Ebola-Zaire, Ebola-Sudan, and Ebola-Ivory Coast. The fourth, Ebola-Reston, has caused disease in nonhuman primates, but not in humans.

Essas drogas foram capazes de proteger roedores contra o vírus Ebola que os infectava. No experimento, 70% dos roedores (que já estavam infectados) tratados com sertralina, e 100% dos tratados com bepridil sobreviveram à infecção. Em contraste, todos os roedores que não foram tratados morreram por conta do vírus em aproximadamente uma semana.

“A epidemia atual de Ebola no oeste africano, a maior da história, explicita a urgência de intervenções que possam ser facilmente distribuídas para os pacientes, funcionários da saúde e população em geral”, escreveram os pesquisadores no estudo, publicado neste dia 3 de junho na Science Translational Medicine.

“Durante uma epidemia, quando temos pouco tempo para desenvolver uma droga, utilizar uma já existente pode permitir que pesquisadores respondam rapidamente”, disse o coautor Gene Olinger, do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos. Como as duas drogas identificadas no novo estudo são aprovadas para o uso em seres humanos, elas têm o potencial para rapidamente avançar e ser testadas em pacientes do Ebola, disseram os especialistas envolvidos na pesquisa.

Os pesquisadores originalmente objetivavam desenvolver uma maneira de escanear rapidamente as drogas por seus potenciais poderes contra os vírus. Eles anteriormente haviam encontrado que outras duas drogas – clomifeno, que trata a infertilidade em mulheres, e o toremifeno, droga que trata o câncer de mama -, também bloqueavam o Ebola em roedores. Essas drogas, aparentemente, trabalham prevenindo que o material genético do vírus entre nas células do hospedeiro.

Entretanto, como as drogas foram testadas apenas em laboratórios e roedores, é muito cedo para saber se elas serão efetivas em pessoas contaminadas. Os especialistas alertam que quando a droga for utilizada em seres humanos, existe a possibilidade de a concentração não ser suficiente para surtir efeito. Ainda assim, algumas drogas testadas eram originalmente feitas para ser tomadas por longos períodos – o que facilitaria o controle da concentração.

Além disso tudo, os especialistas ainda precisam tomar os cuidados necessários para evitar efeitos colaterais danosos e outros tipos de complicações que tais medicamentos podem trazer aos usuários. No entanto, a descoberta de potenciais medicamentos para lutar contra o vírus, já é um grande achado para a comunidade médica e a população em geral.

Fonte: LiveScience

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