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Mudanças climáticas e ondas de calor extremo – o que há de novo

Quando se fala de clima, as controvérsias são grandes. Porém, embora os motivos variem, é praticamente unânime a ideia de que a temperatura global está subindo. O ano de 2014 foi o mais quente registrado. Além disso, 2015 e 2016 provavelmente continuarão nesse ritmo. A prolongação do calor intenso e o aumento da incidência das ondas de calor são certos, a questão é como o mundo irá experimentar isso.

Todos os artigos publicados na Bulletin of the American Meteorological Society’s este ano sobre calor extremo – oito no total – sinalizam que as mudanças climáticas estão deixando o planeta mais quente. Na verdade, de todas as publicações dos últimos quatro anos, apenas uma não identificou correlação entre as mudanças climáticas e o aumento do calor extremo. “O aquecimento global é o mais óbvio e bem-documentado efeito da mudança climática”, diz Stephanie Herring, cientista do clima na National Oceanic and Atmospheric Administration.

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No gráfico, vê-se uma curva “normal” que apresenta o calor registrado entre os anos de 1951 e 1980. A área vermelha representa os registros entre 2004 e 2014. Michael Mann, da universidade de Penn State, explica que “mesmo que você aumente a temperatura média em uma quantia modesta, você terá um aumento drástico na parte positiva da cauda de distribuição.” As mudanças climáticas não garantem por si só o aumento da temperatura, mas auxiliam. Em outras palavras, é como escalar o Neymar para uma partida de futebol. Ele sozinho não garantirá o sucesso do time, mas tê-lo contribuirá para a vitória.

Assim, a mudança climática também está tornando o calor extremo ainda mais quente. Novas descobertas mostram que a questão não é SE a mudança climática está influenciando o calor extremo, mas sim o QUANTO a primeira influencia no segundo. Um dos desafios restantes para a ciência está em reduzir a gama de incerteza em torno de quanto o aquecimento global está aumentando as chances de calor extremo. Para Herring, “há uma oportunidade real de se fornecer informações de calor de forma cada vez mais oportuna”.

Via: Scientific American

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