NASA testa com sucesso asa flexível para aeronaves

De acordo com informações da imprensa norte-americana, a NASA completou com sucesso os primeiros voos de teste utilizando uma nova tecnologia: uma asa que pode mudar de forma durante o vôo. A tecnologia revolucionária foi testada em 22 voos durante os últimos seis meses, e até o momento, a chamada “Adaptive Compliant Trailing Edge” (ACTE) teve bons resultados.

“Estamos muito contentes em ter cumprido as nossas metas de voos de teste sem encontrar quaisquer problemas técnicos significativos”, disse Pete Flick, gerente de programas da Air Force Research Laboratory (AFRL).

asa nasa

A tecnologia utilizada pela asa “mutante” foi planejada para um avião Gulfstream III. As asas flexíveis podem girar -2 graus para um lado e até 30 graus para o sentido contrário. “Os servos e atuadores dentro do reservatório flexível da aeronave puxam cordas que contorcem a superfície das asas”, diz o ‘Popular Science’. Essa manobra faz aumenta ou reduz a quantidade de ar que flui pela asa.

Especialistas acreditam que a tecnologia pode ter potencial para levar a aviação a outros patamares. A asa “mutante” pode aumentar significativamente a economia de combustível dos aviões, diminuindo a utilização de combustíveis em até 12%. Isso traria, ao mesmo tempo, benefícios para o meio ambiente, já que hoje em dia o tráfego aéreo contribui para grande parte da poluição na atmosfera.

“Essa é a primeira de oito tecnologias que a ERA está preparando para reduzir o impacto da aviação no meio ambiente”, disse Fay Collier, diretor de projeto da ERA (sigla em inglês para Aviação Ambientalmente Responsável).

Além disso, os impactos da nova tecnologia podem causar benefícios também para as pessoas que vivem abaixo de pontos de intenso tráfego aéreo. Enquanto as asas rígidas possuem poucas opções para reduzir o impacto do vento e produzem muito ruído, as novas asas prometem ser muito mais silenciosas. No futuro, esta tecnologia pode ser integrada nos novos modelos de aviões e até mesmo adaptada em aviões já existentes.

Entretanto, mais testes são necessários antes de começarmos finalmente a ver tal tecnologia pelos ares.

Fonte: IFL Science

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