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O ciclo máximo solar 24 chegou. Seria motivo de alerta?

Depois de uma calmaria estranha das atividades energéticas do sol, contagens das manchas solares terem caído para níveis historicamente baixos e as erupções solares cessarem completamente, o sol volta a “ativa” e dá um sinal de alerta. Como o mínimo solar mais longo e profundo em um século se desenrolava, os físicos solares entediados se perguntavam quando o “Máximo Solar” iria acontecer, ou se ele voltaria a acontecer.  “Ele voltou!”, exclama Dean Pesnell do Goddard Space Flight Center. Embora os livros afirmem que os ciclos ocorram a cada 11 anos, a ciência calcula um período de 9 à 14 anos para que ocorra um ciclo. Normalmente poderemos ter uma maior incidência de auroras polares.

O sol iniciou seu máximo após uma explosão pequena de energia ser observada no Norte da Estrela. Uma característica desse ciclo é que ele não será um dos maiores, mas terá baixa intensidade em relação aos outros. Pesnell acredita que o ciclo solar 24, tal como está irá provavelmente começar a enfraquecer até 2015, mas ironicamente, ele poderá desencadear uma das maiores erupções de tempestades magnéticas  que já ocorreram. Esse ciclo está sendo chamado de “Mínimo-Máximo”. Atividades assim já desencadearam uma das tempestades mais fortes da história gravada. Em 23 de julho de 2012, uma nuvem de plasma ou “CME” foi disparada longe do sol atingindo velocidades de 3000 km por segundo, quatro vezes mais rápido do que uma erupção típica. A tempestade atravessou a órbita da Terra, mas, felizmente, a Terra não estava lá. Em vez disso, ela atingiu a nave espacial da NASA STEREO-A, que registrou o evento para análise.

Os pesquisadores agora acreditam que a erupção foi tão significativa quanto o Evento histórico de Carrington em 1859: quando uma tempestade solar gigantesca atingiu a Terra e deixou escritórios de telégrafos em chamas, além de provocarem auroras polares que foram observadas até o sul de Havaí. Se a “supertempestade” de 2012 tivesse atingido a Terra, os danos às redes de energias e aos satélites teriam sido significativos. Tudo isso nos diz uma coisa: “Nós não estamos fora de perigo ainda”, diz Pesnell. Mesmo esse “evento” pode realmente provocar grandes danos a população.

Fonte: Nasa, Apolo 11

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