Pesquisa indica forma mais eficaz de descobrir a idade de seres humanos com base em seus restos mortais

Pesquisadores forense da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, descobriram uma maneira mais eficaz de analisar a idade de indivíduos no momento de sua morte, com base na densidade mineral dos ossos do fêmur. A técnica pode ser muito útil para identificar restos mortais de seres humanos.

“As técnicas modernas de análise da idade no momento da morte são baseadas apenas na revisão do desgaste das superfícies articulares dos ossos”, diz Ann Ross, professora de ciências biológicas da Universidade do Estado da Carolina do Norte e autora de um artigo sobre esse novo método. “Mas há muita variabilidade, com base no estilo de vida de um indivíduo e como o médico forense interpreta essas características. Dependendo do método utilizado, as abordagens atuais poderiam considerar um indivíduo falecido aos 40 anos como sendo de 27 a 70 anos. Entretanto, o conteúdo mineral dos ossos e sua densidade aumentou conforme nós crescemos, e então reduzem quando começamos a entrar na vida adulta”, explicou a professora.

Ainda que o conceito de analisar a densidade mineral dos ossos do já seja teorizado há alguns anos, a pesquisa em questão foi a primeira a apresentar de maneira concreta como deve ser colocada em prática a técnica.

O estudo envolveu restos mortais de 33 homens e 8 mulheres, e segundo os cientistas a técnica se mostrou útil para determinar a idade de seres humanos no momento de suas mortes com uma margem de erro de 13 anos. “Isso é um passo na direção certa. Mas nós pensamos que o método poderia ser ainda mais preciso se fôssemos capazes de aumentar significativamente o tamanho dos exemplares, incluindo mais mulheres e representantes de cada grupo etário”, disse Ross.

Os pesquisadores não encontraram nenhuma diferença significativa entre homens e mulheres com base na densidade mineral dos ossos do fêmur. No entanto, foram registradas distinções entre os sexos na densidade do crânio. Os pesquisadores acreditam que o crânio é melhor para avaliar o sexo da vítima. “Entretanto, ainda que isso seja promissor, não temos uma tiragem suficiente para concluir que podemos utilizar a densidade mineral também para definir o sexo – isso demandaria um estudo maior”, explicou Ross.

Com informações de EurekAlert.

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