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Pulsos provocados por estrelas misteriosas podem representar sinais de vida fora da Terra, diz estudo

Estranhos pulsos de luz cósmica podem significar sinais de centenas de civilizações alienígenas – ou apenas mais um alarme falso.

Esse mês, os astrofísicos Ermanno Borra e Eric Trottier, da Universidade Laval, em Quebec, anunciaram ter avistado sinais misteriosos de luz partindo de 234 estrelas diferentes na Via Láctea. Esses pulsos batem com o perfil de sinais que Borra, em um estudo de 2012, previu que vidas inteligentes poderiam utilizar para chamar nossa atenção.

“Nós descobrimos que os sinais detectados que possuem exatamente a forma dos sinais que vidas inteligentes extraterrestres poderiam utilizar, conforme previsto em publicação anterior”, escreveu a dupla em um documento publicado no dia 14 de outubro na Publications of Astronomical Society of the Pacific.

SDSS/Fermilab Visual Media Services/NASA

Mas não fique muito animado. Borra e Trottier afirmaram que novas observações precisam ser feitas para confirmar essa hipótese, e outros astrônomos não acreditam muito na possibilidade. Uma dose saudável de ceticismo é garantida, disse SethShostak, astrônomo do Instituto SETI em Mountain View, na Califórnia. Por exemplo, parece pouco provável que 234 diferentes sociedades alienígenas estejam enviando esses sinais de forma simultânea, disse Shostak.

Shostak também revela que conhece seis diferentes revisores que recomendaram que o estudo não fosse publicado, pelo menos não sem revisões mais significativas. No entanto, garantiu que a Publications of the Astronomical Society of thePacific é uma publicação com bastante reputação.

Os astrônomos da Breakthrough Listen – projeto de 100 milhões de dólares que está analisando os céus, em busca de sinai -, também mostrou ceticismo.

“A comunidade internacional da SETI estabeleceu uma escala de 0 a 10 para quantificar as detecções de fenômenos que podem indicar a existência de vida avançada além da Terra, chamada “Escala Rio”, disseram membros do Breakthrough Listen, que tem a parceria inclusive do renomado cientista Stephen Hawking. “A nossa equipe avalia o estudo de Borra-Trottier como 0 a 1 (nenhum/insignificante) nesta escala”, continuaram.

Mas ceticismo não é rejeição. Shostak pensa que as estrelas encontradas por Borra e Trottier realmente merecem investigações. Inclusive a Breakthrough Listen planeja estudar algumas dessas estrelas utilizando telescópios óticos.

Por Mike Wall | LiveScience

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