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A superfície de Marte é mais inóspita do que pensávamos

As esperanças de encontrar a vida em Marte, pelo menos na superfície, receberam um golpe no início do mês: um estudo revelou que os minerais presentes no planeta vermelho matam bactérias.

Em testes de laboratório na Terra, os compostos conhecidos como percloratos mataram culturas da bactéria Bacillus subtilis, uma forma de vida básica, de acordo com o relatório de uma dupla de pesquisa da Universidade de Edimburgo.

Os percloratos, estáveis ​​à temperatura ambiente, tornam-se ativos em alta temperatura, mas Marte está muito frio.

No novo estudo, Jennifer Wadsworth e Charles Cockell mostraram que o composto também pode ser ativado por luz UV, sem calor, em condições que imitam as da superfície marciana.

Segundo a equipe, ele matou bactérias em poucos minutos, implicando que o planeta é “mais inabitável do que se pensava”.

“Se queremos encontrar a vida em Marte, temos que levar isso em consideração e tentar encontrar vida abaixo da superfície e que não seja exposta a essas condições”, disse Wadsworth.

Os percloratos são naturais e feitos pelo homem na Terra, mas são mais abundantes em Marte, onde foram gravados pela Phoenix Lander, da NASA, em 2008.

O fato de que os percloratos mataram B. subtilis na presença de radiação UV não significa necessariamente que todas as outras formas de vida também morreriam, disse Wadsworth. Mais testes teriam que ser feitos para confirmar isso.

 

A descoberta contêm algumas boas notícias: ela significa que os contaminantes orgânicos deixados em Marte pela exploração robótica (dos quais o B. subtilis faz parte) não deve sobreviver por muito tempo.

Traduzido e adaptado de Phys.

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