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Talvez exista vida em Próxima B, mesmo com gigantes explosões solares

Em agosto desse ano, cientistas deram uma boa notícia para aqueles que sonham com a descoberta de vida além da Terra: o anúncio da descoberta de um planeta semelhante ao nosso, chamado Próxima B. Desde então, os cientistas têm encontrado indícios de que o planeta pode ter um atmosfera que permita a respiração, e talvez ele seja coberto de líquido.

Agora, um novo estudo nos dá boas e más notícias. A má é que o planeta provavelmente é atingido por explosões estelares frequentemente. Mas apesar disso, as simulações mostram que o planeta poderia abrigar vida.

Os estudos realizados até o momento mostram que se Próxima B possuir uma atmosfera e campo magnético semelhante ao da Terra, então a vida em sua superfície pode ser possível. Mas sem essa barreira de proteção, qualquer vida que houvesse na superfície do planeta seria varrida de lá.
Até o momento, Próxima B é o planeta mais semelhante à Terra que já encontramos, e está localizada a ‘apenas’ 4,25 anos-luz de distância – ou 40 trilhões de quilômetros. Isso pode parecer muito, mas antes da sua descoberta, o planeta mais semelhante e próximo da Terra estava localizado a 14 anos-luz. No momento, Próxima B pode estar fora do alcance de nossas sondas, mas com avanços na área da viagem espacial, em algum momento no futuro próximo certamente poderemos chegar lá. De fato, um bilionário russo já planeja visitar o planeta em 2060.

Outro fato encorajador é que o planeta em questão se encontra bem próximo de sua estrela, o que significa que há grande chance de ele ter água líquida.

Mas há um grande problema. Um novo estudo mostrou que o planeta sofre com explosões estelares frequentemente. Na Terra, estamos protegidos para eventos desse tipo por nosso campo magnético e pela atmosfera que temos. O problema é que ainda não sabemos como o Próxima B se comporta em relação a isso.

Desde o descobrimento do planeta, o astrobiólogo Dimitra Atri, do Blue Marble Institute of Space Science, em Seattle, esteve executando simulações acerca dessas explosões – buscando averiguar se é possível que algum tipo de vida coexista com elas. Seus resultados mostraram que Próxima B pode não ser tão habitável quanto imaginamos, mas tudo depende de como for a sua atmosfera.

“Eu diria que é muito cedo para afirmar que Próxima B é habitável. Existem muitos fatores que poderiam ditar se um planeta como esse pode sustentar uma biosfera. Mais dados sobre o ele poderiam nos ajudar a clarificar a situação”, disse Atri ao ‘Space.com’.

Para analisar como a vida no planeta seria possível, Atri levou em consideração os tipos e tamanhos de explosões estelares que conhecemos no Universo; como a atmosfera pode ser; e a força do campo magnético – que é um elemento chave na proteção dos planetas. Seus cálculos mostraram que tudo que Próxima B precisa para abrigar vida é uma atmosfera e um campo magnético similar ao nosso. Mas se a atmosfera for fina demais, ou não possuir campo magnético, então talvez nós não possamos depositar tantas esperanças nele.

Até que possamos checar de maneira mais detalhada os detalhes de Próxima B, não teremos respostas definitivas sobre as probabilidades do planeta abrigar ou não algum tipo de vida.

Fonte: ScienceAlert

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