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Quem deveria tomar aspirina diariamente?

Cada vez mais pesquisas sugerem que este medicamento protege contra ataques cardíacos, derrames, uma variedade de cânceres e até mesmo o nascimento prematuro e a pré-eclâmpsia, uma condição na gravidez marcada pela pressão arterial elevada e danos a órgãos como os rins.

Mais recentemente, um estudo verificou que o ácido salicílico, o ingrediente ativo da aspirina, bloqueia uma proteína que pode entrar nas células cerebrais e desencadear o processo que conduz à morte, como pode ser visto em doenças como a doença de Alzheimer e de Parkinson. Entretanto, ainda “é muito cedo para adicionar a proteção contra tais doenças do cérebro na coluna de “prós” ao considerar se tomar aspirina”, diz Daniel Klessig, PhD, pesquisador do novo estudo e professor no Instituto Boyce Thompson e Cornell University.

“Embora os resultados do nosso estudo sejam emocionantes e forneçam uma grande promessa para um possível tratamento de doenças neurodegenerativas, teremos que gerar outros estudos mais abrangentes, incluindo estudos clínicos em humanos”, diz Klessig. Além disso, diz ele, a pesquisa provavelmente vai levar a compostos derivados do ácido salicílico, que serão mais eficazes e mais seguros do que a aspirina.

Essa questão da segurança tem sido sempre o centro do debate sobre a aspirina, inclusive para doenças cardíacas. A qualidade mais preocupante da aspirina é que ela pode provocar hemorragia no trato digestivo superior, isto é, o estômago, e no cérebro. A idade aumenta o risco, assim como ter um histórico de sangramento.

“É importante discutir os riscos e os benefícios da terapia com aspirina com um médico”, diz Deepak Bhatt, PhD, diretor-executivo de programas cardiovasculares intervencionistas no Hospital Brigham and Women.

Pessoas sem história de doença cardíaca estão no centro do debate sobre a sabedoria de se tomar aspirina para se manter saudável, o que é chamado de prevenção primária. Embora a pesquisa tenha demonstrado que tomar a droga possa reduzir o risco de ataque ou acidente vascular cerebral em pessoas que já tenham tido um, o que é chamado de prevenção secundária, os estudos ainda não são totalmente conclusivos.

Fonte: Web MD

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