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Top 10 mitos sobre o cérebro: O álcool mata as células cerebrais? (9/10)

Créditos: Uwe Konietzko, Universidade de Zurich

Apenas a observação de uma pessoa bêbada é suficiente para convencê-lo de que o álcool pode afetar o cérebro diretamente. Pessoas que bebem o bastante até ficarem fora do normal geralmente acabam com o discurso afetado e  com deficiência em habilidades motoras, além de outros efeitos. Muitas sofrem de dor de cabeça, náusea e outras coisas ruins – em outras palavras, ressaca. Mas o álcool é capaz de matar células?

Créditos: Uwe Konietzko, Universidade de Zurich
Créditos: Uwe Konietzko, Universidade de Zurich

Não! O álcool não é responsável pela morte de células. Entretanto, ele pode danificar os dendritos, o que resulta em problemas nas conexões entre os neurônios. A célula em si não sofre danos, mas a forma de comunicação com outras é alterada. De acordo com pesquisadores como Roberta J. Penteney, professora de anatomia e de biologia celular da Universidade de Buffalo, o mal é, muitas vezes, reversível.

Bebidas alcoólicas podem desenvolver uma desordem neurológica chamada de síndrome de Wernicke-Korsakoff, que pode ocasionar uma perda de neurônios em algumas partes do cérebro. Essa síndrome também causa problemas de memória, confusão, paralisia nos olhos, perda da coordenação muscular e amnésia. Também pode levar à morte. Contudo, a desordem não é causada apenas pelo álcool, também pode resultar de uma deficiência de tiamina, um tipo essencial de Vitamina D. O álcool ajuda pois o seu consumo elevado pode prejudicar a absorção do nutriente.

Então, enquanto o álcool não mata células no cérebro, ele pode danificar o órgão se for consumido em grande quantidade.

[divider]Traduzido e adaptado de:

http://science.howstuffworks.com/life/inside-the-mind/human-brain/10-brain-myths6.htm#page=9

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