Vacina inalável contra o Ebola mostra resultados em macacos

Color enhanced electron micrograph of Ebola Zaire virus. This is the first photo ever taken of the virus, on 10/13/1976 by Dr. F.A. Murphy, then at CDC. Diagnostic specimen in cell culture at 160,000 x magnification.

Uma nova vacina contra o Ebola, que está sendo produzida para ser inalada, já mostrou resultados positivos em macacos. A vacina, de acordo com o portal americano ‘LiveScience’, vai passar agora por um período de testes em pequenos grupos de pessoas.

De acordo com o virologista Alexander Bukreyev, coautor do estudo sobre a vacina, o principal trunfo desta nova ferramenta é a facilidade de ser aplicada. Ao contrário das vacinas convencionais, essa não demandaria pessoal treinado para ser aplicada: basta a utilização de um objeto semelhante a uma bombinha de asma, para inalar o conteúdo da vacina. No entanto, ela ainda terá que passar por certos obstáculos antes de chegar à população em geral.

Color enhanced electron micrograph of Ebola Zaire virus. This is the first photo ever taken of the virus, on 10/13/1976 by Dr. F.A. Murphy, then at CDC. Diagnostic specimen in cell culture at 160,000 x magnification.
Primeira fotografia do vírus Ebola, tirada em 1976. Créditos: F.A Murphy

Essa facilidade na aplicação pode trazer resultados significativos na batalha contra o surto de Ebola que vem assolando o continente africano (principalmente na Guinea, Libéria e Serra Leoa). De acordo com a Organização Mundial de Saúde, mais de 27 mil pessoas adoeceram, e 15 mil morreram durante o surto atual. Como a doença afeta os profissionais da saúde, a aplicação das vacinas sofre grande impacto negativo – diminuindo a força efetiva dos postos de saúde africanos.

Testes

A nova vacina foi administrada em seis macacos rhesus. Um mês depois, a equipe liderada por Bukreyev injetou nos macacos uma dose do vírus Ebola 1000 vezes mais forte do que aquela que normalmente seria fatal. No entanto, nenhuma das cobaias morreu ou desenvolveu caso severo da doença. Como efeito colateral, alguns desenvolveram uma depressão leve. A nova vacina foi feita utilização um tipo leve, muito comum de vírus respiratório: o parainfluenza humano tipo 3 (HPIV3).

De acordo com Bukreyev, até que todas as fases de testes sejam cumpridas, a vacina pode levar três anos para começar a ser utilizada em massa.

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